A região da cracolândia é a reencarnação do Gueto de Varsóvia

Por que os craqueiros da nossa eterna cracolândia em São Paulo amam tanto a região da avenida Rio Branco?
Em primeiro lugar devemos saber que craqueiros são pessoas via de regra, desestruturadas, com família fragmentada ou mesmo sem família que já desistiram de viver por pressão ou outros motivos que se inspiram na marginalidade para terem um modo de viva próprio que seria uma forma de se vingar e chocar a sociedade, são pessoas que nem sabem mais por onde começarem a se socializarem para terem um emprego digno e uma moradia, o hedonismo nas drogas é a sua meta nessa vida.
Pessoas assim, por não terem qualificação e noção por onde começarem, vão para o caminho mais fácil que é catar lixo, roubar fios, celulares e pedir esmola pra comprar drogas pra qualquer que apareça na sua frente se arriscando a dar uma encarada, quando muito, eles ficam trabalhando nos cruzamentos de avenidas como Rio Branco e Duque de Caxias limpando carros com água suja, vivendo da dó dos outros.
Por isso o craqueiro acaba preferindo ir parar em bairros onde sobreviver com pouco é relativamente fácil, lugares onde tenha paredes com marquises de prédios e casas desabitadas lhes serve como moradia e banheiro, além disso é preciso ter nesses mesmos lugares que dão vasão à desordem pois esses lugares o policiamento é apenas ornamental, contemplativo, os bares que tocam som alto das 22h até as 5h30 da manhã na Rio Branco são exemplos claros disso, se lugar é assim a noite, já mostra que as autoridades tão pouco ligado em cuidar da região, isso é um balsamo para o craqueiro que busca viver de pequenos roubos, vandalismo e furto de fios sem ser incomodado para consumir sua droga. O lugar quando não é cuidado passa um clima de permissividade muito maior do que um lugar que é, tornando o espaço convidativo a quem deseja viver praticando todo tipo de crimes.
Veja abaixo alguns pontos que tornam a vida do craqueiro mais confortável na avenida Rio Branco e adjacências:
Na rua General Couto de Magalhães, nº 280, que fica a 447 metros da cracolândia temos a chamada “Casa Amarela”, uma casa onde mendigos, craqueiros, carroceiros e doentes mentais vai para tomar banho e participar de alguns eventos sociais, o lugar recebe inclusive visita de pessoas de ONGs lá da Europa que não se sabe qual é a motivação. A “Casa Amarela” mantêm as suas paredes limpas mas deixa a rua ao seu redor um lugar digno filme de terror espírita. As pessoas querem ajudar indiscriminadamente mas não ajudam a pessoa necessitada a pelo menos deixar a rua como encontrou, nem tão pouco oferece estacionamento para carroceiros deixarem suas carroças , deixando a rua com um aspecto triste, medonho, onde tudo é permitido.

Temos também o lixão Herculano rua Conselheiro Nébias, nº 1013, a 429 metros da cracolândia nova, você vê gente que consome drogas, moradores de rua e micro traficantes dos arredores da barra funda indo ali com um saco preto vender tudo o que encontram.

Também temos um novo lixão na avenida Rio Branco, perto do número 705, a 130 metros da nova cracolândia, debaixo de um prédio que parece ser invadido, muitos craqueiros e gente literalmente louca chega ali gritando vendendo o lixo que tem na mão.
Ali na praça Pricesa Isabel 75, a 234 metros da novíssima cracolândia, temos o tal do CAPS AD IV que diz ajudar viciados e pessoas com problemas mentais, o lugar dizem que tem 20 leitos, um luxo quando se trata de repartição órgão público, quem conhece o SUS sabe que leito é coisa do passado remoto, agora todos são atendidos nos corredores mesmo. Mas o CAPS AD IV não, o prédio como sempre é bem conservado mas a ajuda eu não sei qual é pois todos os dias, ao passarmos por ali, temos gente caída, suja e esparramada pelo chão impedindo o pedestre de passar livremente, o chão ao redor é conta com a presença de urina, fezes e comida caída, deixando na nossa mente a impressão que o cuidado que eles dão só com o interior do prédio, os arredores que vire um gueto de Varsóvia com ônibus na porta… Você que for comprar um lugar para morar, evite ter como vizinho o CAPS AD para viciados!

Aí pra PIORAR, ao lado do CAPS de gente caída quase morta na rua, temos um auspicioso lixão de ferro velho, o craqueiro abre o lixo e todos os lugares, deixa aberto, recolhe os materiais e pode vender ali, ali mesmo ele pode dormir junto com a turma que dorme rotineiramente na porta do CAPS, comprar um craque na rua Rio Branco e defecar na esquina da Duque de Caxias com a referida à noite, depois de dia, recomeça tudo.

Sinceramente, eu não sei o que é pior para um bairro: os bares com músicas alta e obscenas que começam a tocar às 22h30 na cara da polícia e de todas autoridades contemplativas agem como se isso fosse tão normal como andar pra frente ou se a proliferação de lixões por todas as partes.
Gente, crack não é de graça! O craqueiro precisa de dinheiro para comprá-lo e sustentar a boa vida dos chefões do tráfico, por isso ele por mais doido e desequilibrado que seja, ele vai ter uma atividade para conseguir o seu crack, ou vai roubar, ou vai pedir, ou vai abrir lixo para pegar material e vender no lixão.
Todas as linhas de ônibus que passam pela avenida Rio Branco, deixam por carinho, bondade ou idiotice mesmo craqueiros que chegam da periferia, descerem de graça na cracolândia. Você paga R$ 4.40 para usar o ônibus, mas o craqueiro não paga nada e ainda fica enchendo o saco de todo mundo dentro do coletivo rindo da sua cara! A sociedade está se cansando disso!
Na avenida Rio Branco temos também lugares que vira e mexe entram e saem pessoas vestidas de funkeiras, entre seus 16 e 25 anos e que ficam tocando som alto na rua em frente a carros, esses lugares são em dois hotéis que chegam a cobrar 10 reais a hora de estadia? O que uma pessoa vai fazer em um desses hotéis sozinha??? Na Rio Branco tem dois deles: a hospedaria Lua Nova, nº 624 à 124 metros de distância da cracolândia, ao lado temos o hotel Eclipse, nº 702 a 126 metros da cracolândia, nesses hotéis entram também pessoas de pés sujos com chinelos portando aquelas caixas de som malditas, o que será que pessoas assim vão fazer em um hotel? Vão ficar só por 1 hora para ver como é que é? Não sei…


Aí pra completar temos a 600 metros da novíssima cracolândia a estação da Luz, um lugar repleto de prostituição barata onde muitas prostitutas colocam o “boa noite Cinderela” na bebida do cliente para depois roubarem o infeliz que fica praticamente morto no chão sendo lambido pelos cachorros.
Na Avenida Rio Branco, esquina com a rua General Osório, onde tem na parede Os Trapalhões pintado, temos uma construção feita para colocar plantas, ali antes os noias viviam revirando lixo, mas esse povo é tão ruim que agora, onde fica o lugar para criar plantas, um monte de craqueiros usa como lugar de guardar drogas e cavar lixo, a policia passa e eles correm do local, mesmo sabendo que a polícia não irá fazer nada. Eles escavam drogas e escondem ali fingindo que estão separando lixo para levar pro lixão, o lugar fica podre e ninguém normal tem coragem de mexer ali.

Os representantes e revendedores de pequenas quantidades de drogas amam a avenida Rio Branco por isso tudo, ali é um lugar onde eles podem usar as suas caixinhas de som bem altas qualquer hora do dia e da noite para informarem aos seus consumidores que eles estão ali, prontos para vender a droga na cara de todo mundo.
Existe toda uma infraestrutura da miséria voltada a beneficiar o tráfico de drogas local e passar a mão na cabeça dos viciados não irá ajudar em nada, muito pelo contrário, quanto mais se ‘ajuda’ um viciado, ele trás mais 2 com ele para se viciar também e viver às suas custas.
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