A cracolândia na Avenida Rio Branco, 610 - SP é fruto da burrice das leis que não punem o viciado de forma inteligente

 As autoridades não entendem que aumentar a pena para traficante, no que se refere ao problema da cracolândia, não resolve nada. A pessoa quando aceita o risco de entrar para o mundo do tráfico de drogas ela assume um desafio em nome da grande possibilidade de ter grandes lucros com o que faz e no capitalismo as coisas funcionam assim: para tudo existe um risco, um problema e uma recompensa para se realizar a sua solução, se os nossos políticos aumentam a pena para traficantes na cracolândia, sempre haverá quem se arrisque por um valor maior para entregar a droga. Somando-se a isso o  problema das pessoas que fazem um grande número de filhos sem pensar na educação deles, cada vez mais teremos pessoas dispostas a traficarem drogas do que pessoas que têm paciência para estudar por no mínimo 8 anos para conseguir ganhar um salário precário por 30 dias trabalhados.



Se a pena para o traficante é maior, o lucro dele também poderá ser, ou seja, o recrutamento para se ir trabalhar como traficante de drogas sempre existirá e com preços muito convidativos que ultrapassam os do mercado de emprego normal e sem precisar todas aquelas inúmeras qualificações que uma empresa pede pra no fim dar em troca um salário que só serve para a pessoa não morrer de fome.

Já conheci há muitos anos alguns traficantes e na casa deles, em suas geladeiras não lhes faltava nada, eles também tinham dinheiro para roupa e moradia, o que o cidadão comum levaria 30 dias para conseguir, eles conseguem em 5 dias ou menos.



Eu acho errado o traficante ter esse padrão de vida? Não! Esse padrão de vida deveria ser o normal para todas as pessoas! Em outros países por aí a pessoa até consegue ter esse padrão sem precisar recorrer à ilegalidade, ela deixa a ilegalidade para o estado fazer em seu nome procurando guerras e roubos em outros países… Mas no Brasil não, o normal aqui é que uma pessoa só tenha condições para se vestir, ter moradia decente, se alimentar e comprar bens ou se ela for altamente qualificada e ter nascido no lar onde os seus pais de, certa forma, também eram ou fazendo crimes financeiros ou comuns, salvo exceções. 

Portanto, se aumentarem a pena para o traficante da cracolândia para 30 anos, haverá quem se arrisque por isso para ganhar ainda mais e poderá ser qualquer pessoa, traficantes de droga não andam com uma plaquinha na mão dizendo que são traficantes, imagine só as forças policiais terem que fazer um longo trabalho investigativo para descobrir quem são os comerciantes da droga? Até lá já teremos vários viciados.



Outro caminho que se preconiza por aí é acabar com o tráfico de drogas atacando a produção de drogas e a entrada delas no país. Isso parece bonito, mas, na prática, o traficante sempre arrumará um jeito de fabricar a sua droga e entregá-la onde precisa, essa medida de atacar a fonte deve ser mantida mas em si não resolve efetivamente nada. 

Portanto, a medida de aumentar penas para traficantes e atacar supostas entradas de droga no país, têm mais uma eficácia eleitoreira, midiática enquanto sempre se dá um jeito de fazer o craqueiro consumir o seu craque onde quer que ele queira na cara da sociedade que passa a mão nele.

A solução, a meu ver é a criminalização dos viciados de drogas não autorizadas pelo governo. Tornar aglomeração para consumo de drogas ilícitas em local público, crime! Esse é o caminho. A parte mais fraca e exposta na relação das drogas como o crack, é o viciado e por isso é parte mais simples de se atacar. A população não pode tratar o viciado como morador de rua como muitas ONGs safadas sustentadas pelo crime querem. Viciado em crack é uma coisa, pessoa que mora na rua por falta de opção é outro problema. Não devemos tratar tudo como se fosse os mesmos problemas. O viciado deve ser preso em presídios clínicos e a pena não precisa ser pesada dependendo da sua recuperação. O viciado deve ser penalizado pelo crime que ele ajuda a financiar, não existe traficante se não existe mercado consumidor!

Muitas ONGs por aí que defendem a cracolândia, o que é tão lastimável como se defender a existência da miserabilidade, querem confundir o cidadão dizendo que o craqueiro é o morador de rua e que todo morador de rua é craqueiro, isso para que a população tenha pena e não se revolte com os viciados achando que eles são pobres coitados. Veja, eu conheço movimentos de Sem-Teto no centro de São Paulo e eles são organizados, eles não têm moradia e poderiam morar nas ruas, mas ocupam imóveis abandonados e não ficam consumindo craque nos locais onde ocupam, pessoas assim podem ser até expulsas desse movimentos. Ou seja, ser sem-teto não é a mesma coisa de ser craqueiro.

Eu não sei o que se passa com as autoridades que não aprendem com a situação da cracolândia por todos esses anos: ficar aumentando pena pra quem vende droga e ficar querendo adivinhar onde a droga é produzida e quem vende, é ineficaz e moroso, além disso, quando se consegue concluir essas duas tarefas, várias pessoas já se viciaram, vários outros traficantes já surgiram e a droga já chegou ao seu local por outro caminho. É gerar retrabalho ficar tentando advinha quem é o traficante de onde ele guarda o seu estoque. O que é preciso é punir as aglomerações para práticas de consumo de drogas não autorizadas: prender o viciado em regime clínico forçado e toda a aglomeração ao redor de forma inteligente, levar todo esse pessoal que está aglomerado para prisões educativas com penas leves entre semanas e meses, na reincidência em menos de 2 anos, aumentar 7 dias a pena. 

As penas para aglomerações e viciados precisam ser mais inteligentes e mais leves, esse costume de jogar as pessoas na cadeia por anos e mais anos, só gera mais bandidos e sofrimento, além de superlotação dos presídios, acarretando o fenômeno de prevaricação entre as polícias: Você pode reparar que em São Paulo, a polícia militar, na maioria dos casos é uma polícia decorativa, que contempla as anomalias da cidade gastando recursos como combustível, água, luz e dinheiro enquanto as anomalias acontecem como roubos de fio, venda e consumo de drogas, bares tocando som alto sem nenhum tipo de punição rápida, enfim, a pessoa só pode contar com a ajuda da polícia militar quando o crime envolve sangue e fratura exposta, caso contrário, os tais policias exercem a mesma função dos guardas da monarquia britânica: usam farda apenas para os turistas tirarem foto ao lado deles! Você acha que eu estou exagerando? Vejam o exemplo da cracolândia da Praça Princesa Isabel, antes naquela praça existia até apresentações da própria polícia militar, depois ficaram duas unidades da mesma ali, uma móvel e outra de alvenaria, mesmo assim o lugar virou uma feira de drogas conhecida mundialmente. A cracolândia só foi retirada dali por conta do destaque na imprensa somado ao fato que 2022 é ano eleitoral. Assim existem vários outros exemplos em praças onde a presença da polícia não evitou proliferação do crack.

A polícia militar não vai querer mandar um craqueiro para a delegacia pois a lei e mais umas 500 ONGS defendem o viciado, alem do delegado provavelmente não querer prender o cidadão pelo fato do sistema prisional já estar lotado com essa prática ineficaz de só se aumentar os anos das penas.

O resultado então é esse que vemos, a cracolândia saiu da Praça Princesa Isabel para ficar duas quadras mais à frente na av Rio Branco, 610, onde milhares de carros e ônibus passam todos os dias vindos da avenida Ipiranga. O lugar bem mais perto do terceiro distrito policial do que a praça Princesa Isabel era, provando que colocar a polícia no local não inibe em nada os bolsões de craqueiros das cracolândias. Se a polícia não pode exercer o seu poder que é imobilizar e isolar pessoas, a polícia não serve para nada a não ser para gerar empregos, nada mais. Criminoso nenhum vai ter medo fazer o que quer fazer de errado na frente da polícia , ainda mais quando a população é amansada pelas ONGs com a ideia que o craqueiro é um coitado que não pode ser punido e que só deve ser alimentado, vestido e ter o seu direito de comprar drogas, preservado. 


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