Como Funciona

FORA CRACOLÂNDIA!

Como funciona as cracolândias


 

O lugar escolhido geralmente é em frente a locais sem portas de comércio ativo, geralmente um lugar abandonado onde as pessoas podem dormir e fazer as suas necessidades fisiológicas sem serem incomodadas: Pedaços de ruas onde não se tem comercio ativo e portas movimentas eles se instalam, como lugares com muros abandonados, marquises e porta de estabelecimentos fechados com tijolos. 

É importante lembrar que os locais onde eles ficam, mesmo não tendo naquele exato ponto, muitas portas de comércios ou moradias movimentadas, o craqueiro necessita estar perto de lugares onde existem muitos bares, carros, infraestrutura de transporte e lugares onde pouco dinheiro compre alimentos como os Bons Pratos.

O craqueiro vive de doações/esmolas, pequenos roubos, as vezes prostituição e ajuda de algumas ONGs e traficantes.

Quando a prefeitura faz alguma operação de retirada de craqueiros de um determinado lugar, como foi o caso da praça Princesa Isabel em São Paulo, uma pessoa disfarçada de moradora de rua se infiltra no meio deles e começa a gritar dando ordens e orientações de onde o grupo tem que ir, todos seguem, o movimento não é espontâneo, mesmo porque craqueiros não têm tanta inteligência para isso devido ao efeito das drogas que eles consomem. O líder do bando fica levando todos com eles e pede ajuda de moradores de rua, carroceiros e até cachorros para montar um novo lugar de consumo de drogas.

Algumas pessoas ficam em torno dos craqueiros apenas para fazer volume e proteger o interesse dos traficantes, outras ficam no meio do grupo para ajudarem a vender pequenas quantidades de droga.

Alguns moradores de rua jovens, ex-presidiários e carroceiros são aliciados para ajudarem na montagem do fluxo (termo pelo qual a aglomeração de viciados é conhecida) , eles fazem volume e vigiam o local, em troca ganham alguns trocados ou comida. 

Por tudo isso é necessário para a existência da cracolândia, lugares onde pessoas possam vender lixo, comerem comida barata ou achada no lixo, ter transporte de drogas facilitado, pedir esmolas e praticar roubos , tudo isso o centro de São Paulo oferece de forma fabulosa.

Os bares de São Paulo geram lixo e comida que pode ser reaproveitada, consequentemente gera um público de catadores que podem ajudar nas aglomerações do craque.

O crime usa muitas pessoas na rua para ajudarem no crack, é comum ter pessoas travestidas de mendigo, com aquelas cobertas baratas e boné andando pela rua, quando elas passam por uma outra pessoa determinada, colocam a droga na mão delas e continuam a andar como se nada tivesse acontecido. Isso feito na cara de todo mundo.

Muitos traficantes são menores de idade, brancos que não trabalham, mas que vivem limpos e arrumados, vestidos como se fossem funkeiros, em volta da cracolândia, observando o movimento dos seus produtos, fazendo festas com carros de som enquanto entram e saem de hotéis fakes onde pegam e armazenam drogas.

Alguns prédios nos locais onde os moradores não ligam para mais nada e tudo é permitido pelo síndico , se tornam fábricas de pedras de crack. Conheço um prédio onde os vizinhos vivem reclamando que 15h escutam um barulho de máquinas quebrando pedras, seja feriado, seja dia da semana, o processo não para!

 

 




 


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